Infelizmente há coisas que não podemos evitar, pessoas, datas, sentimentos, opções, medos e até mesmo escolhas que temos de fazer a não se podem evitar.
Não dá para simplesmente ignorar aquela pessoa que nos baralha dos pés a cabeça, não da para fazer de contas que aquele dia que mudou tudo não aconteceu, não podemos fazer de contas que não temos medo de nada só para não enfrentarmos aquilo que nos assusta, e muito menos evitar tomar decisões, o que era a vida sem decisões? Uma rotina viciosa e secante, um dia a dia sem um pouco de animação sem algo motivante para fazer, seria simplesmente aborrecida.
Toda a gente tem alguém especial na vida, por mais que nos magoe não deixa assim de ser especial, não deixa de nos fazer vibrar como canas de bambu ao sabor do vento que sopra em qualquer direcção sem sentido.
Existem dias e dias, e aquele dia especial, não da para fazer de contas porque afinal que seria de nos sem dias especiais, sejam eles bons ou maus? Que seria de nós sem a sensação de medo que nos consome e nos paralisa e que ao mesmo tempo nos faz sentir vivos mesmo que seja a única coisa que demonstre que na realidade vivemos?
Pergunto-me muitas vezes porque me arrependo de tomar certas decisões, de fazer escolhas, de seguir o meu caminho se sou feliz assim, só porque toda a gente e contra ou critica. Pergunto-me porque tanta preocupação com o que os outros pensam, ou com o que os outros dizem, eu sei, aliás nos todos sabemos que somos superiores a isso tudo e por mais difícil que seja convém levantar a cabeça, mesmo que pareça difícil, mesmo que as lágrimas escorram pelos nossos olhos por vício próprio delas mesmas, nós conseguimos, conseguimos sempre, porque tudo quando e amor, com amor se paga, tudo o que nos fazem sofrer, sofrerão, a vida e mesmo assim, não podemos ir abaixo, mesmo que o mundo nos faça essa pressão contra o chão, não podemos ceder.
Eu não cedo, eu amo, eu sofro, eu choro como toda a gente, eu sinto, eu apenas não deixo que ninguém pise sobre mim, mas também não piso sobre ninguém, ou somos todos iguais ou não somos, ou amamos ou não amamos, ou somos nós, ou somos o que os outros querem que sejamos.
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