domingo, 23 de outubro de 2011

Sorri, estas a ajudar! (;

Era uma noite de Outono, bastante fria, aliás já tudo era frio há muito tempo.
Na verdade tudo no mundo estava frio, as plantas, árvores e ervas estavam secas e congeladas, as folhas que deviam ter caído das árvores e assentado no chão fazendo tapete aos pés das pessoas apressadas, estavam gélidas e suspensas no ar, o vento não fazia nada mover como antes, os jornais que deviam, esvoaçar, estavam paralisados pelo espaço como se fossem obstáculos, tudo estava quieto, tão quieto como se tudo tivesse parado no tempo.
Um jovem de vestes escuras, cabelo curto e claro, pele claramente branca, olheiras bem visíveis e olhos escuros como o breu caminhava pela rua escura, os seus passos eram rápidos e silenciosos como se caminhasse sobre o ar e não sobre alcatrão molhado.
Perdido num mundo sem sentido continuava caminhando pela rua sem fim a procura de alguma razão para continuar a existir.
As pessoas estavam perdidas por ali, por todo o lado. Choravam como se tivessem perdido tudo, ou aliás, perderam o mais importante, a vontade de viver.
Não havia felicidade, esperança, não havia vontade, não havia nada a que alguém se agarrasse para ser feliz ou para simplesmente sobreviver, perdiam-se casas, dinheiro, saúde, estava tudo destruído, não havia forma de recuperar, pessoas bebiam água das poças lamacentas do chão porque não tinham dinheiro para pagar as suas contas, pessoas viviam nos parques sobre o céu estrelado sem um único agasalho para além de cobertores velhos, cada vez mais pessoas morriam de fome, cada vez mais pobreza, mais miséria , mais infelicidade.
Num sobressalto o rapaz acordou, estava deitado na sua cama, descoberto com os movimentos que fez durante o sono, a futura realidade esmagava os seus pensamentos, estragava os seus planos e todos os seus sonhos, um simples pesadelo alterara toda a sua expectativa.
Será este o mundo para o qual nos estamos a preparar? Será este o mundo que queremos? Um mundo onde não há um sorriso, uma demonstração de carinho e apenas desgraça?
Será que estamos a agir bem ao destruir os sonhos e a felicidade de todas as pessoas que ainda têm a capacidade de sonhar com algo melhor?
Chega, chega de crianças que crescem a sonhar que vão viver felizes, que vão sonhar que tudo vai ser bom e depois se deparam com a realidade deprimente em que vivemos, chega de pessoas que vivem deprimidas, que são julgadas, maltratadas, que em vez de continuarem a sonhar não, limitam-se a viver com medo, medo de dormir porque a realidade vai apagar todos os sonhos, medo de dormir e acordar no dia seguinte e ver que tudo vai voltar a acontecer, que não vai conseguir conter as lágrimas, que não vai ser feliz.
O que vamos nos fazer no futuro? Vamos continuar a julgar as pessoas pelas escolhas e pelas aparências? Vamos continuar a mentir a nos mesmos sobre o que sentimos por nunca sabermos o que os outros pensam ou dizem? Vamos continuar aqui a entalar palavras na garganta com medo que desagrade e que se afastem de nós? Vamos continuar infelizes, ou vamos procurar o amor, e a felicidade e ajudar a melhorar isto que só nos podemos resolver?
Um sorriso pode mudar uma vida. Muitos talvez mudem o mundo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

História :')

Todas as grandes histórias começam com era uma vez, e todas as histórias terminam com um final feliz, mas será que realmente a nossa história vai acabar com um final feliz?
Vamos começar pelo início dispensando qualquer tipo de confusões desnecessárias.
Era uma vez… duas pessoas que não se conheciam de lado nenhum, por obra e graça do destino se passaram a conhecer.
Passo agora a falar pela minha parte.
De entre de mais de 100 pessoas, uma chamou a atenção desde o início, TU. Possivelmente todo aquele ódio sem sentido que te tinha desapareceu, toda aquela vontade de chegar ao pé de ti e dizer-te na cara que te detestava e que eras uma convencida com a mania que e boa havia fugido de mim como se eu a quisesse transformar em pó e deitar ao mar.
De entre mais de 100 pessoas, aquela a quem mais me afeiçoei foi a ti.
A pessoa que dividia comigo a dose de loucura que a vida precisava, a pessoa que fazia as coisas mais loucas, a pessoa mais animada, a pessoa mais especial, a pessoa mais parecida comigo, a pessoa com quem eu ganhei amizade, com quem eu ganhei laços de confiança, a pessoa com quem eu dividia tudo, mesmo tudo.
Aquela pessoa única, que e raro encontrar, aquela amizade perfeita que e difícil de manter.
Tão difícil quando acreditar em tudo, tão difícil como ser ingénuo estraga coisas únicas.
Foi tão difícil de acreditar, foi tão difícil de tudo, e cada vez é mais, cada vez mais a tua ausência me faz pior, a falta de ti nos meus dias e um buraco vazio e profundo que cada vez perfura mais o que restou de nós.
É mau demais estar sem ti, difícil demais não ter-te perto para poder contar tudo, não ter-te aqui para desabafar, sentir o teu desprezo e ignorância, sentir que tudo mudou e por minha culpa, mesmo que não fosse intencional, mesmo que nada disto tenha sido para ser assim.
Sem ti tudo se torna pior, sem ti as dores dobram o sofrimento, e as alegrias diminuem sem te ter para partilhar.
Lamento que esteja a ser assim, castigo-me todos os dias por ter pensado e agido daquela forma, mas acho que qualquer pessoa compreende ambos os lados.
Pensei que nada nos conseguisse separar, incluindo nós mesmos. Infelizmente nenhuma história verdadeira tem um final realmente certo ou definido. Deixo a teu critério o nosso fim, seja ele qual for amar-te-ei para sempre.
Certo dia o mundo começou a escurecer em plena hora do suposto dia.
Todo o chão começou a levantar, as pessoas gritavam de aflição sem saber o que fazer, corriam de um lado para o outro. Vulcões entravam em erupção, tremores de terra contínuos abalavam todo o chão que se abria debaixo dos nossos pés.
-As duas pessoas que por vários enredos tinham passado, estavam uma em frente a outra, de olhares fixos, foram-se aproximando e durante um longo abraço apertado e lágrimas de alegria e saudade, o chão abriu completamente debaixo deles, caindo então no fim do mundo, finalmente juntos de novo,  desta vez para sempre e cumprindo as suas juras de amizade eterna.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tu ;$

Cada vez mais as culpas carregam os pensamentos, cada vez mais as coisas corroem o interior, e os remorsos corrompem a alma em pedaços difíceis de juntar.
Cada vez mais as coisas se complicam, o cerco aperta cada vez mais, a pressão faz com que todos os segredos estejam a um passo de serem revelados, Cada sorriso, cada olhar, cada suspiro ou corar da face, cada batimento cardíaco acelerado, o medo de falar para não errar nas palavras, as conversas repetitivas que me fazem sentir parvo, o trabalho a esconder prestes a ser deitado pelos ares, tudo aquilo que dá um pouco de pica ou alegria a vida, tudo aquilo que tento proteger esta prestes a tornar-se num enorme vazio aberto.
E agora o que se faz agora?
Fugir? Será essa a solução? Mentir mais? Enrolar mais a corda para quando o nó se desfizer ficarem pontas soltas de uma corda mal feita. Continuar a enganar os outros e tentar mais uma vez falhando enganar a mim mesmo e negar tudo aquilo que sinto e que me supera como as nuvens acima do solo?
Também, problemas sem solução e o que mais se agarra as pessoas sugando a pouca sanidade que lhes resta levando-as a exaustão sentimental mais profunda, estes amores e desamores que ocupam 25 horas do nosso dia no nosso pensamento, a dificuldade em esconder o que sentimos baralha, porque nada está claro nem decidido e cada passo pode ser o fim de tudo.
Cada dia ao acordar de manha, a pressa de fazer tudo para aquela ansiedade de ver a pessoa o mais rápido possível para depois chegar lá e ser apenas um ‘’Bom Dia’’ tão comum como os outros. A guerra interior que consome cada partícula de oxigénio, os pequenos sinos que tanto tocam que ensurdecem, e a vontade de estar perto que até faz tremer o corpo todo como se o vento nos soprasse directamente com uma força absurda faz com que cada vez os olhos se ponham mais no assunto.
Viver deixa de fazer sentido quando perdemos todos os que realmente gostam de nós, ou quando somos apenas mais um a fazer peso sobre a superfície terrestre. Procuro na escuridão a resposta para as minhas incertezas, procuro saber porque aconteceu assim, porque sinto assim, porque tem de ser assim, e a única resposta, és realmente tu. Por mais impossível que seja de pensar, nada impede de sentir.

domingo, 16 de outubro de 2011

Não vejo nada disso... Estou apenas: Desiludido!

Todos somos crianças, eternas crianças, crianças grandes, com personalidades diferentes e mais maduras, mas e os sonhos? Será que ainda sonhamos como antes? Será que as borboletas e os grilos que cantavam na nossa barriga quando algo estava prestes a acontecer ainda se mantêm acordados?
Eu não sei quanto a vocês, mas eu sempre quis ser adulto, eu chegava a casa, tirava o bibe da escola e sentava-me no sofá e via os programas dos adultos, fingindo que era grande e que percebia tudo, apesar de não entender rigorosamente nada, eu imaginava eu vestido de bata num hospital a dar xarope as pessoas, imaginava um mundo colorido onde todas as pessoas sorriam, onde havia muitos animais felizes a brincar com as crianças em jardins verdes, onde as pessoas ficavam doentes e tomavam xarope e curavam logo, um mundo onde havia trabalho para toda a gente, onde ninguém perdia o espírito, onde toda a gente tinha a capacidade e a oportunidade de ser feliz.
Cresci, anos passaram e não vejo nada disso.
Vejo apenas um mundo onde o cinzento e uma cor que predomina no ar, nos sorrisos forçados das pessoas que fingem estar contentes com tudo, que predomina no olhar das pessoas que pedem na rua porque não têm casa, família, trabalho ou amor, cinzento nas ruas cheias de gente, cinzento na alma e no coração da maioria das pessoas.
Onde está o espírito? Onde está toda a cor que o mundo deveria ter? Onde estão todas as pessoas felizes, apaixonadas, a viver o seu amor, a trabalhar? Não vejo nada disso.
Vejo pessoas que choram escondidas, pessoas infelizes porque são julgadas pelo que são e pelas escolhas, pessoas que são maltratadas todos os dias, pessoas que estão doentes e ninguém quer saber delas, vejo os animais abandonados pelas ruas, vitimas de maus tratos a passar fome, crianças a serem maltratadas nas escolas onde elas deveriam estar felizes a brincar e a aprender, vejo idosos esquecidos com as suas memorias ignoradas por todos, vejo crianças que choram e sofrem abandonadas pelas famílias que não têm condições nem são capazes de cuidar delas, vejo tristeza, desilusão, mágoas, pessoas que são acusadas e criticadas injustamente.
Caminho sozinho por esta estrada que percorre todo o mundo com caminhos aleatórios onde me deparo com tudo, rios de lágrimas descem das nascentes e salgam o mar, desgostos partem e tornam nos barcos de viagem, famílias destruídas separadas cada uma em seu caminho, amores perdidos, palavras entaladas na garganta que se recusam a sair.
Será possível que tudo se tenha transformado assim tão rápido? Será normal tudo ser assim? Ou serei apenas eu a sobrevoar pensamentos de um mundo sem cor, onde tudo aquilo que daria tom mais vivo desaparece?
Ao fim ao cabo, tudo se resume ao mesmo:
Nascer, crescer, amar, desiludir, morrer.

Simplesmente isto

Infelizmente há coisas que não podemos evitar, pessoas, datas, sentimentos, opções, medos e até mesmo escolhas que temos de fazer a não se podem evitar.
Não dá para simplesmente ignorar aquela pessoa que nos baralha dos pés a cabeça, não da para fazer de contas que aquele dia que mudou tudo não aconteceu, não podemos fazer de contas que não temos medo de nada só para não enfrentarmos aquilo que nos assusta, e muito menos evitar tomar decisões, o que era a vida sem decisões? Uma rotina viciosa e secante, um dia a dia sem um pouco de animação sem algo motivante para fazer, seria simplesmente aborrecida.
Toda a gente tem alguém especial na vida, por mais que nos magoe não deixa assim de ser especial, não deixa de nos fazer vibrar como canas de bambu ao sabor do vento que sopra em qualquer direcção sem sentido.
Existem dias e dias, e aquele dia especial, não da para fazer de contas porque afinal que seria de nos sem dias especiais, sejam eles bons ou maus? Que seria de nós sem a sensação de medo que nos consome e nos paralisa e que ao mesmo tempo nos faz sentir vivos mesmo que seja a única coisa que demonstre que na realidade vivemos?
Pergunto-me muitas vezes porque me arrependo de tomar certas decisões, de fazer escolhas, de seguir o meu caminho se sou feliz assim, só porque toda a gente e contra ou critica. Pergunto-me porque tanta preocupação com o que os outros pensam, ou com o que os outros dizem, eu sei, aliás nos todos sabemos que somos superiores a isso tudo e por mais difícil que seja convém levantar a cabeça, mesmo que pareça difícil, mesmo que as lágrimas escorram pelos nossos olhos por vício próprio delas mesmas, nós conseguimos, conseguimos sempre, porque tudo quando e amor, com amor se paga, tudo o que nos fazem sofrer, sofrerão, a vida e mesmo assim, não podemos ir abaixo, mesmo que o mundo nos faça essa pressão contra o chão, não podemos ceder.
Eu não cedo, eu amo, eu sofro, eu choro como toda a gente, eu sinto, eu apenas não deixo que ninguém pise sobre mim, mas também não piso sobre ninguém, ou somos todos iguais ou não somos, ou amamos ou não amamos, ou somos nós, ou somos o que os outros querem que sejamos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Confissão

Nem toda a coragem, nem toda a força do mundo, nem mesmo toda a força que tenho e a força do sinto são capazes de parar o medo que impede de o expressar.
Posso esboçar mil sorrisos, posso mentir mil vezes sobre o que sinto, mas não posso esconder o brilho dos olhos quando estas perto, não posso esconder a respiração forte que acompanha os batimentos cardíacos que se notam pelos movimentos da camisola. Não posso esconder que os meus olhos me obrigam a olhar para ti todo o tempo, não posso negar que te amo, mas faço-o.
Faço-o porque não sou capaz de te dizer ‘’Amo-te’’, medo, tenho medo que tudo mude, tenho medo que as coisas não fiquem iguais, não tenho força para enfrentar a rejeição mais uma vez, não.
Faço-o porque sei que é errado, apesar de não ser responsável nem ter controlo sobre este erro que cada vez se torna mais evidente e difícil de esconder.
As minhas figuras dão demasiadas evidências, os meus sorrisos de pessoa ingénua e completamente apaixonada estão a dar demasiado nas vistas, ou então isto tudo e apenas fruto da minha fértil imaginação que todos os dias me faz viajar por entre sonhos e emoções que acabam sempre por se misturar e desiludir tanto ou mais que as pessoas.
E são estes sentimentos, que nos confundem mais e mais, e que se agarram a nos com tanta força que nos sugam e quando desaparecem nos destroem por completo, e não e isso que decididamente quero novamente.
Até lá, um ‘’Amo-te’’ anónimo continua a ser a minha palavra de voto!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vivi anos da minha vida ... enganado!

Vivi anos da minha vida a acreditar que tudo era mágico, que amores eram verdadeiros, que amizades eram eternas, que amigos eram como irmãos de sangue, e que podia ser feliz para sempre.
Vivi anos da minha vida, enganado.
Acordo e vejo um mundo negro como uma tela pintada toda da mesma cor, negro como a noite sem estrelas ou raio de luz. Vejo um mundo em que toda a magia que cresci a ver desapareceu, onde as minhas amizades vão descaindo e apena as verdadeiras ficam deixando o medo de um dia as perder também. Um mundo onde os amigos falam nas costas, um mundo onde o amor e algo tão banal como respirar e em que o conceito da palavra ‘’Amo-te’’ esta completamente perdido na falta de sensibilidade das pessoas. Acordo todos os dias e sei que vou entrar no meio de imensas pessoas desconhecidas, que me vou sentar numa cadeira de frente numa mesa, com livros abertos e fechado numa sala a ouvir palavras que me passam ao lado, a espera que a campainha toque para sair dali e quando chego ca fora apesar de acompanhado me sentir sozinho porque na verdade estou! Sou demasiado sonhador, demasiado pensativo, e acredito demais nos outros, o que muitas vezes me faz cair, mas quando caio, tenho por perto quem me ajude a levantar.
É por essas pessoas que me levanto da cama todos os dias e ponho um sorriso na cara mesmo quando custa andar com ele e fingir que está tudo bem quando realmente não está.
Eu não acredito que certas coisas mudem, por isso nunca mudei, apenas sou diferente para quem na verdade não me conhece, e vou lutar por aquilo que quero, vou lutar por tudo aquilo que não esta definitivamente perdido, porque as coisas são sempre especiais demais para terminarem assim.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

~Sempre Pensei Que ''Sempre'' e ''Nunca'' significavam o mesmo para todas as pessoas. ~

Todos os dias a mesma rotina desmotivante, todos os dias os mesmos medos, todos os dias as mesmas ilusões e desilusões, todos os dias sempre o mesmo.
Todos os dias pessoas prometem e não cumprem, todos os dias esperamos o máximo, assim como o damos, e acabamos por nos desiludir.
Pergunto-me porque julgar as pessoas pelos seus erros, pergunto-me porque perder tempo com tanta coisa que não leva ninguém a lado nenhum, porque ficar a espera que a vida acorde quando nós e que temos de acordar. Ninguém e perfeito, e cada vez mais se comprova isso, não há ninguém que não erre, ninguém que não se magoe, que não sofra, que não se sinta lixo com certas atitudes inesperadas, não há nada nem ninguém que consiga fazer tudo certo, porque na verdade não há nada que seja realmente certo, porque a incerteza e o arriscar são os passos que nos levam a seguir em frente na vida.
Sempre pensei que aquelas pessoas a quem dou tudo o que tenho e o que não tenho procuro ter para dar fizessem como dizes, cumprissem os sempre prometidos e os nunca jurados, sempre pensei que ‘’sempre’’ e ‘’nunca’’ significassem o mesmo para todas as pessoas, mas vejo que para mim tudo tem um significado oposto.
Quis demais das pessoas que aquilo que podia ter, contive lágrimas que nunca devia ter contido, omiti palavras que nunca devia ter omitido, escondi sentimentos, menti sobre eles, tentei evitar o inevitável e agora fico. Sentir-me vazio de certa forma, é talvez a melhor maneira de descrever como me sinto, sentir que por nada pessoas em quem confio se afastam de mim, e me ignoram é como perder algo que está bem preso a mim, mas que na verdade não sei se realmente perdi, porque por mais que não signifique o mesmo aquele ‘’ Nunca me vais perder’’ continua a fazer as minhas pulsações voltarem ao normal e as células da esperança se reconstruírem, porque na verdade, nunca nada está perdido.