quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Tudo se limita a aprender ... com sentimentos!

Procurei explicações em tudo quanto era ser vivo e tudo quanto era lugar, pensei que tudo era perfeito e que tudo o que sentia era correspondido, não é, não será, nunca o foi.
Tudo se limita a aprender. Com os erros? Não! Com os sentimentos!
Os dias sem cor tornam tudo mais escuro, os ventos frios e fortes fazem com que as velhas memórias me prendam a elas novamente, a chuva forte e fria faz fervilhar o sangue que corre pelas veias como se fosse um furacão a alta velocidade, o coração bate forte e a respiração acompanha, os olhos brilham e tornam-se difíceis de esconder.
Procuro encontrar a saída do mar de coincidências e ilusões em que me envolvi, procuro encontrar as respostas sem formular as perguntas, procuro pensar quando tudo o que quero e desaparecer.
Regresso a casa depois de mais um dia de um ciclo vicioso, perdi o casaco pelo caminho, a mochila que tinha deixado no cacifo fazia falta no peso das minhas costas.
Chovia mais que intensamente, mal se via qualquer coisa que me passasse a frente, vagueio pelo caminho que percorro todos os dias, completamente encharcado e arrepiado, não me faz a mínima diferença todo este frio todo este gelo que me faz querer por um único momento que nada disto seja real, que nenhuma coincidência seja mais do que isso, que nenhum sonho me iluda a ponto de pensar que se vai tornar real, o medo de tudo se repetir mais uma vez, o medo de me deitar e saber que por mais que durma acordo e os problemas estarão dá, antes de adormecer e depois de acordar as coisas permanecem a mesma miséria.
As mesmas pessoas, as mesmas brincadeiras, as mesmas desconfianças a mesma idiotice que me faz sentir sem ponta de vida por onde pegar, as mesmas pessoas que me fazem sentir vivo e querer morrer, as mesmas pessoas que amo, e as mesmas que me odeiam.
Aprenderei a viver apenas de mim, com a companhia de outros, aprenderei a nao acreditar de mais no amor nem na felicidade prometedora, poque toda a felicidade tem um fim.
A intensidade com que quero viver a minha vida é barrada pelas adversidades, mas as adversidades do presente são as rampas de lançamento para o futuro, futuro onde prometo que lutarei todos os dias com toda a força que conseguir e conseguirei, ser feliz.

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